Fórum de Macau para a cooperação entre China e países lusófonos tem nova secretária-geral

O Fórum Macau, que a China criou em 2003 para fomentar a cooperação com os países de língua portuguesa, tem desde esta semana uma nova secretária-geral, Xu Yingzhen, segundo um comunicado hoje divulgado.

“A nova secretária-geral do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, dra. Xu Yingzhen, iniciou funções em 11 de agosto”, anunciou a estrutura num comunicado.

Xu Yingzhen era conselheira comercial para a América Latina do Ministério do Comércio da China e sucedeu a Cheng Hexi à frente do Fórum Macau.

Licenciada em língua espanhola pela Universidade de Economia e Negócios Internacionais (UIBE, na sigla em chinês), em Pequim, Xu entrou em 1989 para o Ministério do Comércio chinês.

O curriculum de Xu Yingzhen inclui ainda o cargo de diretora-geral adjunta do Gabinete para os Assuntos das Américas e Oceânia e uma passagem pela Câmara do Comércio da China no Chile.

“A nova secretária-geral possui uma vasta experiência nos assuntos externos e bons conhecimentos sobre a situação atual dos países de língua portuguesa, tendo também participado nos trabalhos relacionados com as edições anteriores da conferência ministerial do Fórum”, lê-se no comunicado hoje divulgado.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003.

No mesmo ano, criou o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, conhecido como Fórum Macau, que tem um Secretariado Permanente e reúne ao nível ministerial de três em três anos.

A próxima conferência ministerial, que será a quinta desde 2003, realiza-se este ano, em outubro.

No Fórum Macau participam a China, Portugal, Angola, Brasil, Moçambique, Timor-Leste, Guiné-Bissau e Cabo Verde. São Tomé e Príncipe está excluído por manter relações diplomáticas com Taiwan em detrimento de Pequim.

O Secretariado Permanente do Fórum tem um secretário-geral (indicado por Pequim) e dois secretários-gerais adjuntos (um indicado pelos países de língua portuguesa e outro pelo Governo de Macau).

Integram ainda o Secretariado sete delegados de sete países de língua portuguesa que fazem parte do Fórum.

com Lusa